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O Núcleo VIVA – Vida, Integralidade, Valorização e Acolhimento, iniciativa do IMS/UFBA, conquistou nesta segunda-feira, dia 12, o 2º Lugar na 2ª edição do Prêmio Boas Práticas de Inovação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Edição 2025. 

Segundo a representante do Núcleo, a docente Tarcísia Castro Alves, a premiação do Núcleo VIVA pelo edital do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) representa um marco fundamental no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica. “Este reconhecimento valida uma metodologia pioneira em Vitória da Conquista/BA, que não se limita ao atendimento emergencial, mas estabelece a interseccionalidade e a decolonialidade como pilares para um acolhimento verdadeiramente transformador. Ao adotar essa perspectiva, o Núcleo VIVA desafia a ótica homogênea tradicional, reconhecendo como raça, classe, gênero e território se entrelaçam nas experiências de opressão das mulheres, garantindo que o sistema de justiça ofereça uma resposta sensível às realidades locais”, explica.

O prêmio celebra resultados concretos alcançados em um curto espaço de tempo. Desde sua estruturação em maio de 2025 e inauguração em agosto do mesmo ano, o projeto já acolheu mais de 200 mulheres na 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar, expandindo sua atuação para comunidades quilombolas e zonas rurais. Essa eficácia operacional é potencializada pelo uso estratégico das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), que permitiram o mapeamento detalhado da rede de proteção de Vitória da Conquista e a criação de um perfil sociodemográfico inédito das vítimas, essencial para subsidiar políticas públicas baseadas em evidências.

Além do atendimento direto, o Núcleo VIVA inovou na prevenção e educação digital. Através de uma presença ativa em redes sociais e na produção de podcasts e vídeos informativos, o projeto democratizou o acesso a informações jurídicas e de proteção, alcançando mulheres em diversos contextos de vulnerabilidade. Esta premiação, portanto, honra o compromisso do projeto com a redução de danos e a reconstrução da dignidade feminina, reafirmando que a integração entre a universidade, o judiciário e a comunidade é o caminho para uma vida livre de violência.

Confira o canal do podcast do VIVA 

 

 

 

 
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